quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não gostei!!

Algumas considerações sobre a partida do Vasco contra o Vitória:

O time jogou muito mal, mesmo. Até houve vontade, mas o futebol foi fraquinho, fraquinho.

Só eu achei o gramado do barradão uma coisa lastimável? Pior que muito campo de pelada que eu já vi...

Dizem que o Ramon não sabe cruzar. Nessa partida, ele acertou mais cruzamentos que todos os outros laterais do Vasco nos últimos meses.

Carlos Alberto parece estar jogando no sacrifício. Não seria melhor ele parar ate se curar totalmente? O problema é achar alguém que jogue com a mesma vontade que ele...

O Caíque arrebentou nos treinos? Parece que o Robinho fez muito mais nesse treinos. Ô insistência!!

Estou preocupado com a forma de trabalhar do Gaúcho. Ele não ousa, tira um atacante, bota outro. Faz a mesma operação de novo. Aos 42 do 2º tempo, tira o Léo Gago e bota o Magno. Dá tempo pra que? Também achei a defesa insegura, vacilante. E ainda não entendo como um time que joga com três volantes deixa um buraco no meio campo pro outro time jogar. Eles recuam muito e o círculo central fica todo para o adversário. Mesmo que não dê pra dominar o meio de campo, ao menos não era pro adversário jogar.

Dá pra reverter o resultado. O Vitória não é um time imbatível ou uma máquina. O Vasco é que não jogou absolutamente NADA!! Se o Vasco jogar como Vasco, dá pra se classificar. Porque eu sei? PORQUE SOU VASCO!!

PS:Não pretendo estar dando a última palavra sobre a partida, tem gente boa que escreve um milhão de vezes melhor do que eu, mas não podia deixar de opinar sobre o que me chamou a atenção.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Finalmente!!

Hoje eu li no site "Supevasco", que o técnico Gaúcho relacionou para o grupo que foi para Salvador o zagueiro Genílson e o meia Caíque. Quanto ao Caíque, é bom dar uma oportunidade a um atleta que não teve oportunidades em jogos oficiais desde que chegou a São Januário e tem arrebentado nos treinos. Que ele entre e detone o Vitória!
Na verdade o que chamou a atenção foi a presença, no grupo, do zagueiro Genílson. Não, não sei se ele é craque, se joga bem, se vai dar certo ou não. O que estou comemorando é o retorno do bom hábito de se utilizar atletas do time de juniores. É uma tradição vascaína, das melhores, na qual houve muito mais acertos do que erros, históricamente. Creio que nem esses últimos anos destruíram essa tradição.
Desejo uma boa atuação ao jovem Genílson, para que haja a continuidade da saudável rotina do Vasco revelar valores. E que outros o sigam: Max, Lipe, Matheus, entre outros.
Vamos esperar e torcer...

domingo, 25 de abril de 2010

PORQUE SOU VASCO

Felizmente sou vascaíno, tenho orgulho de dizer. Pensava que era por causa do meu pai, vascaíno alagoano, um dos muitos arrebanhados pelo fabuloso expresso da vitória, e estava satisfeito. Todos os meus irmãos são vascaínos. Um belo dia, ainda pré-adolescente, uma pergunta me incomodava: por que sou vascaíno? Nos anos 80 havia, como hoje, uma máquina de propaganda a serviço da farsa da gávea que massacrava a todos que torcessem por outros clubes (como podemos observar nesse quesito, nada mudou).
Não existia a internet como ela é hoje e informação era obtida, pra quem tinha pouco ou nenhum dinheiro (euuuuu!) nas bancas de jornal. Comprei algumas revistas (entre elas: “placar – as maiores torcidas do Brasil”), que relatava a história do Vasco e mostrava alguns dos maiores jogadores que já vestiram sua camisa. Inclusive havia uma foto de uma jovem revelação: Bismarck.
Aprendi sobre as lutas de um clube que nunca teve regalias ou benesses ilícitas. Um clube que tinha apoio apenas de seus associados e sua imensa torcida bem feliz. Um clube que era pioneiro em tudo que um clube poderia fazer no Brasil. Um clube realmente do povo e para o povo.
Na época eu não sabia expressar o quanto eu estava feliz. Eu sabia o porquê de ser vascaíno! Ao contrário de torcedores de outros clubes, eu não estava baseado em imposições da mídia, em algum ídolo, em títulos, até. Ídolos e títulos são importantes, mas o que nos identifica é a história do clube, no nosso caso, uma história de luta contra o racismo, contra o preconceito, contra o ódio. Quem pode ser mais imponente ao usar a camisa do clube de coração do que nós?
Eu sempre digo a todos: se um dia, no ensino fundamental existir a matéria “história do futebol carioca”, somente os insanos não passarão a torcer pelo Vasco no Brasil inteiro. Por isso eu não sou pró-facções, nem pró-pessoas. Eu sou Vasco! E você?