quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vasco X Goiás

Somente 2 comentários:
1-Alguém precisa explicar pro Nunes o que é impedimento.
2-A globobo já está levantando a bola do novo goleiro da mulambada. Ô cara de pau.

No mais, o time foi aguerrido e os garotos lançados mostraram que têm futuro.

Um abraço!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

A cultura e o caráter das intituições desportivas


Depois de longo tempo, que durou uma copa do mundo, volto a postar aqui no blog. Prometi não postar nada durante a copa apenas para poder assistir aos jogos e não me sentir na obrigação de postar sobre determinadas partidas mais interessantes.
Gostaria de escrever sobre uma grande empolgação acerca das contratações do Vasco e como o time vai certamente melhorar e como o excelente Rodrigo Caetano está acertando o elenco. Gostaria mesmo, mas não há outra notícia na mídia esportiva além do caso Bruno. Antes ainda, quero ressaltar que o direito brasileiro prevê o instituto da presunção de inocência, isto é, quem quer que seja acusado é inocente até que se prove o contrário. Não defendo a execução sumária do atleta, apesar de pessoalmente crer que ele está envolvido no assassinato daquela garota até o pescoço. O que me assusta é como ficam claros o caráter e a cultura das instituições desportivas aqui no Rio de Janeiro.
Os quatro clubes grandes do RJ têm culturas definidas, algumas nem tanto, outras bem claras. Já houve tentativas de mudança na cultura e no caráter dos clubes, nem tão bem sucedidas assim. O que ocorre é que isso pode influenciar decisivamente algumas atitudes dos atletas desses mesmos clubes, senão vejamos:
Botafogo: aqui temos uma cultura de superstição e de fatalismo que já vem de antes do famoso cachorro “biriba” e do incrível Mane Garrincha. É um clube cheio de manias que até o ajuda a ser simpático, mas se algo da rotina dá certo, fica imortalizado para “atrair” a boa sorte.
Fluminense: cultura da aristocracia, do “ser melhor”, do ser “superior” que muito contribuiu para que o racismo e a discriminação fossem quase que institucionais no clube. Boa parte de sua torcida tem orgulho desse caráter do clube e o citam como “aristocrático”. Dominou por muito tempo a política na federação de futebol do RJ, e não sei se por isso, não tem títulos internacionais de vulto.
Vasco: Origem humilde, como o navegador que homenageia, é desbravador, o primeiro clube do Brasil a conquistar títulos internacionais, o primeiro carioca a ser campeão brasileiro, criou o gandula e o pagamento do “bicho” após as partidas. Rompeu e rompe barreiras, o primeiro a aceitar negros e humildes em seus quadros de atletas, o primeiro a ter um presidente que não era branco, o único dos quatro grandes do RJ que subiu divisão por divisão até o topo, teve por um bom tempo o maior estádio particular da América Latina, estádio esse construído com o dinheiro dos sócios, torcedores e simpatizantes, sem “apadrinhamento”, enfim um clube tem uma cultura de lutar muito, muitas vezes contra fortes interesse escusos, e tentaram mudar essa cultura mas não deu certo, adiante veremos como foi.
Flamengo: Clube que tem suas origens no racismo e na discriminação, clube que tem muitos títulos duvidosos, sempre tendo alguma coisa estranha nas conquistas, o que não vou comentar agora. Desde as décadas de 60/70, teve um incremento de marketing altamente forçado (Walter Clark, jornal dos sports, etc) que criou a ilusão da torcida fiel ao extremo que dá apoio incansável (balela...) e que se “deixar chegar na final já era” e coisas desse tipo. Nesse clube impera a cultura da impunidade. Quando o Botafogo foi roubado em uma das últimas finais do carioca, essa ficou conhecida como a final do “chororô” e não a final da “vergonha”. Pode-se roubar, o outro é que não pode reclamar. Há pouco tempo um caso emblemático é o do lateral Juan que fez a falta no Maicossuel, botou o dedo na cara dele, o ameaçou e tudo ficou por isso mesmo. Nesse clube, os atacantes convivem com traficantes, dão motocicletas para os mesmo, vão a festas promovidas pelo tráfico, posam com armas, participam de orgias com jegues, anões e, de repente, algumas mulheres, quebram o pau com suas (no plural) garotas, fogem do exame antidoping, não são exemplo para criança nenhuma, muito menos “ídolos” e tudo fica por isso mesmo, só pra citar os mais recentes. É a cultura da impunidade.
Acredito que um jovem atleta, com um salário astronômico, com “amigos” o tempo todo bajulando, com mulheres de todo tipo correndo atrás deles, e com essa cultura da impunidade, possa se imaginar como intocável. Ele pode crer que nunca vai ter que responder por seus atos. Volto a dizer, eu realmente torço para que o Bruno seja inocente, espero que tudo seja esclarecido, mas está difícil.

PS: como prometi, explico a tentativa de mudança da cultura do Vasco: houve uma época em que se tentou criar uma cultura do “tudo posso” com muito trabalho de bastidores na federação do RJ, com o caso do acidente de carro do Edmundo, com a política do “o que importa é ganhar”. O Vasco era temido no “tapetão”. O problema é que vascaíno não é deslumbrado, manipulável, e reagiu. Queremos títulos sim, mas aqueles conquistados no campo, legalmente, com bola na rede.

Um abraço a todos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Desanimado!


Realmente o desânimo é muito grande. Não por perder para o Santos. Isso pode acontecer. O problema é ser goleado pelo Santos por um placar que aconteceu da última vez com Pelé em campo. O problema é o treinador depois de levar o terceiro gol botar mais um volante e pedir pra não levar mais nenhum, quando deveríamos buscar fazer gols. Ou o Vasco é o time da virada ou não é.
Triste é a emissora de televisão mostrar os atletas depois do jogo trocando camisas e rindo descontraídamente depois da vergonha. Será pedir muito um pouco de pudor depois de uma atuação tão bisonha? Triste é ficar mudando de canal pra achar um comentarista que fale menos vezes: "será que o Santos hoje vai golear hoje? De quanto?"
Absurdo é ver o Magno, que até considero bom jogador, entrar e não fazer diferença nenhuma. Absurdo é ver torcedores xingando um garoto de 18 anos como se ele fosse maduro o suficiente para mudar a postura de um time inteiro. Absurdo é que os mais talentosos não estarem em condições de trabalhar: o craque do time, Carlos Alberto, está há muito contundido, o bom Jéferson está recuperando a forma e o Phillipinho ainda precisa de um time com uma base pra render e não um time que dependa dele.
Reforços se fazem urgentes e concordo com o Vítor Roma em sua coluna no site Supervasco: "Qual a diferença entre dever 350 milhões e dever 360 milhões? Nenhuma!"
Creio que o Washington pode ser contratado. Não considero o atacante ideal, com o "perfil Vasco", mas que nesse ano precisamos de gente experiente, isso nós precisamos. O Felipe, pra mim, é uma incógnita. Pode ser muito bom, mas também pode ser muio ruim. O Ricardo Oliveira pode ser muito bom se o time se acertar pra poder esperá-lo(está contundido) pra metade do 2º semestre.O meu problema é esse, eu sonho com a contratação no Nilmar, do Ronaldinho Gaúcho(que a mulambada está de olho...), do Lugano, do Di Maria, etc.
Leiam a coluna do Vitor Roma, está imperdível: http://www.supervasco.com/colunas/o-mes-que-define-o-trienio-1790.html
Tá difícil...

Enquanto isso, apesar das pesquisas: http://www.netvasco.com.br/news/noticias15/79206.shtml

Enquanto isso, pra validar as pesquisas: http://www.lancenet.com.br/campeonato-brasileiro/noticias/10-06-07/767772.stm?futebol-corinthians-e-ceara-campeoes-da-primeira-fase-do-br-10

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O time da virada, o time do amor!


Nobres seguidores da cruz de malta, ontem tivemos algo típico em São Januário: uma virada!! Sim o Vasco é o time da virada. Mas o time não jogou bem, não dá pra se iludir. Até o Ramon não estava em um bom dia e a equipe se perdeu totalmente no primeiro tempo. O Inter, se tivesse mais sede de gols e menos empáfia, do time deles até os toredores que pareciam comemorar um título em frente às câmeras de TV, poderia ter goleado ainda na promeira etapa.
Mas veio o intervalo (UFA!!) e aí ter um técnico exigente fez a diferença. Não sei o que o Celso Roth disse, mas que ajudou, ajudou. Espero que Roth tenha percebido que é melhor botar um armador, mesmo o pior do elenco (o que não é o caso do Jefferson), do que jogar com 4 volantes no meio de campo. O time fica mais solto e jogando dessa forma tomamos 2 gols do Avaí e 2 do Inter. Colocamos um armador, "enfraquecemos" a defesa e não tomamos nenhum gol nem levamos nenhum cartão, amarelo ou vermelho.
De bom eu achei a estréia do Cesinha. Meio cedo pra comemorar mas ele SABE ANTECIPAR, meu Deus!! Há quanto tempo não via isso no Vasco!
E o Elton? ele não mereceu dedo na cara dos torcedores naquele treino. Ele pode ser meio enrolado com a bola mas joga com vontade, com raça e luta até o fim. Aperta a saída de bola do adversário e sempre deixa uns golzinhos.
Jefferson é titular fácil nessa equipe, só precisa parar de se contundir. Chega de estaleiro pra ele!
Prass é excelente, só precisa treinar como sair do go em cruzamentos e pegar pênaltis, mas é o nosso melhor goleiro desde a saída do Fábio.
Quando tiram o peso de comandar o time das costas do Philipe Coutinho, podem reparar que ele joga mais. É muito novo e precisa jogar com alegria para render mais.
Ainda precisamos de reforços, urgentes. Se aquelas especulações se confirmarem, dá pra fazer bonito, não tem nenhum bicho papão no campeonato.
Não gostei de duas coisas:
-Se o Rafael Carioca realmente ficou tirando onda com os jogadores do Inter, foi uma bola fora. Temos que respeitar pra sermpos respeitados. Mas, perái: quem garante que eles também não ficaram tirando onda quenado estava 2 a 0? O Andrezinho estava rindo muito no final do primeiro tempo. Não, eu não posso falar do que não sei. Com a palavra, Rafael Carioca, por favor.
-Li na coluna do Mauro Cezar Pereira, na ESPN.com.br, que estão indignados com o pênalti que originou o 2º gol do Vasco. Eu, particularmente, não gosto de erros a meu favor. Prefiro ganhar honestamente e corretamente. Repudio "ajudinhas". Tenho que observar uma coisa, entretanto: respeito o jornalista, que considero competente e ético. Admiro seu trabalho. Agora, quando o Vasco foi escandalosamente roubado no campeonato carioca, não li a coluna: "mais uma vez o Vasco foi roubado, até quando?"
Só há indignação quando o erro é a favor do Vasco. As crises no Vasco são maiores. A torcida invade o treino e não agride ninguém e é um horror. Em outros clubes, ela invade para agredir e tudo passa em branco. Carlos Alberto só fica no departament o médico, mas barbarizar na chatuba é normal.
Até quando?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os dois lados

Ontem eu reclamei muito dos torcedores que foram reclamar no treino do Vasco. Como este espaço é vascaíno, isto é, democrático, reproduzo a coluna do excelente Hélio Ricardo, diretamente do site Supervasco: http://www.supervasco.com/colunas/roupa-suja-de-time-grande-se-lava-assim-1784.html

Um abraço!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vergonha, burrice, cegueira


Treino do Vasco, tarde de uma terça-feira, jogadores se aquecendo para começar a trabalhar, um dia normal. Normal?
Eis que surgem do portão atrás da estátua do Romário umas trinta pessoas. Sócios que vieram pagar suas mensalidades? Não! Torcedores de outros Estados que vieram ao Rio e aproveitaram para conhecer São Januário? Não! Participantes do "o Vasco é meu" que vieram ver o fruto de suas contribuições? Não! Pais que vieram se informar sobre como trazer seus filhos para a escolinha de futebol? Não! Investidores querendo saber sobre o tal fundo de investimento que vei ajudar o clube? Não!
Quem veio foi um grupo de torcedores (sim, são torcedores) a fim de cobrar resultados. O problema é que você pode cobrar resultados como vascaíno ou pode cobrar resultados como mulambo. Como você, caro internauta, acha que eles cobraram? Não vou entrar no mérito do que já ouvi, de que foi uma ação orquestrada pela oposição. Não quero mais saber da política no Vasco! Ou se pensa em Vasco ou, por favor, que se vá embora.
Já pensou a fila do banco bem devagar e um grupo de "clientes" cerca o caixa pedindo "resultados melhores"? Ou o professor cercado pelos responsáveis em plena sala de aula, sendo ameaçado caso as crianças não passem de ano? É inadmissível que alguém tenha seu local de trabalho invadido por terceiros que intentem praticar ameaças. Aliás, segundo o art. 147 do código penal ameaça é crime (Art. 147. - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.) e a diretoria vai permitir que isso ocorra nas dependências do clube? Essas pessoas não viram que Celso Roth teve apenas quatro, isso mesmo, quatro dias para preparar o time para o jogo de domingo, que Carlos Alberto está contundido, que a equipe mostrou vontade, raça, brio e muitas vezes esteve melhor em campo do que o Avaí? Que tivemos apenas 3 rodadas ainda e que vamos parar um mês inteiro para a copa do mundo? Que o time melhorou e que claramente vai melhorar?
E ainda tem torcedor que reclama do Juninho quando lê que ele está relutante em voltar. Voltar pra isso? Já pensou invadirem seu local de trabalho pra te cobrar resultados e te ameaçar? Que atleta de alto nível quer jogar em um clube assim? Que patrocinador quer botar dinheiro em um clube assim? Que garoto quer ir pra escolinha de um clube assim? Que torcedor que ser sócio de um clube assim? Falando a verdade, se o jogador for altamente profissional, ele vai fazer como o Fernandão, porque no São Paulo há profissionalismo. Se o jogador for como o Vagner trancinha love vai mesmo pra gávea, onde se pode beber pra caramba, virar a noite na balada, faltar a treino e a torcida acha que tudo está bom. Roberto, precisamos de mais profissionalismo e de um aportura mais enérgica por parte da diretoria.
E o Rodrigo Caetano? No momento em que digito este post, não sei nem se ele vai ficar no Vasco. Seria uma perda irreparável. Fluminense, Mulambada, Palmeiras e o Galo mineiro (segundo alguns repórteres, mas eu não confio na lista) estão só esperando o caldo entormar pra contratar um dos profissionais mais competentes do futebol brasileiro. Aí, quem vai fazer o trabalho dele? Pedidos de desculpas a ele é o mínimo que a torcida deve fazer. Se o clube disponibilizar alguma caixa postal, que sites como o Supervasco convoquem os verdadeiros torcedores a mandar mensagens de uma campanha que pode ser chamada de "fica Caetano", mas que se faça alguma coisa CERTA!
Tem gente que acha que está ajudando, mas só atrapalha...
É brincadeira!!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sim, nós podemos!!!


ATENÇÃO: antes de começar a ler este post, começe por algo que considero muito importante, que foi escrito por alguém que escreve muito melhor do que eu: http://vascaominhapaixao.blogspot.com/2010/05/ingratidao-amor-camisa.html

Andei reclamando da contratação de Celso Roth para treinador do Vasco. Reclamei e escrevi aqui que não era o que eu queria. Fiquei chateado.
Agora leio sobre os treinos e mais uma vez tenho que reconhecer a competência do Rodrigo Caetano pois Roth é o ideal agora para a realidade do Vasco. Ele já chegou com a "caixa de ferramentas" aberta e distribuiu gritos e esporros para quem quer que fosse. Não dá pra um profissional que ganhe mais de dez mil reais por mês no Brasil ficar desmotivado, e ainda por cima trabalhando no que gosta, fazendo o que muitos pagam pra fazer (aluguel de campo, chuteira, bola, tudo tem custo). Mas essa motivação tem limite: o limite desse grupo. Se não ocorrerem contratações DE QUALIDADE, vamos esbarrar, brevemente, nas limitações do elenco, que não considero tão ruim assim, mais abaixo eu explico. Pecisamos, se o Carlos Alberto for realmente embora, de um armador não somente habilidoso, mas que chame para si a responsabilidade do jogo. Esse é o tipo de jogador mais difícil de se encontrar.

Tenho que explicar uma coisa, esse blog é sobre o Vasco. Eu mesmo tenho dificuldades em assistir uma partida da qual o Vasco não participe, excluindo jogos de copa do mundo. Raramente eu assisto jogos de outros times. Fui assistir à grande mania nacional,o Santos, só nessa semana mas vi somente parte do 2º tempo desse jogo contra o Grêmio. Ontem, de bobeira (mas precisando estudar, ô sem-vergonhice!) em casa, fui ver um pouquinho do jogo da mulambada, coisa rara. É o primeiro jogo deles, excluindo aqueles contra o Vasco, que assisto em 6 meses, mais ou menos. O que me motivou a assistir não foi pra secá-los, isso é coisa de mulambo. Ou você viu por aí alguma camisa ou movimento de torcida amalgamada, tipo La U-bacalhau, ou Vasco-U, tipo fla-madrid, fla-manchester, fla-caetano, essas vergonhas?
O que me deixou na frente da televisão diz respeito a nós e nossas participações nas disputas regionais, aqui no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. Algumas observações não deixaram de ser feitas:

-Emblemática a imagem do Leonardo Moura chutando a bola pra escanteio e apontando para a marca do tiro de meta, tentando fazer pressão. O problema é que o árbitro não é da FFERJ...

-O Dunga viu o Kleberson em campo ontem? Alguém viu o Kleberson em campo ontem?

-Como dão pontapés esse volantes mulambos. Só que lá, eles são expulsos...

-Hã, goleiro de seleção?

-Jogador desabando na área adversária depois dos 45 do segundo tempo. Mais uma vez se esqueceram de que o árbitro não era "deles".

-Como são "críticos" com a arbitragem os narradores e comentaristas do sportv! Poderiam ser assim também pra todo mundo...

Em suma, se aquele time limitado pôde, claro, com alguma "ajudinha", ganhar no ano passado, entendo que com umas três contratações no máximo nós também podemos fazer igual nesse ano.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Não tá bom, mas também não tá tão ruim...


Ontem eu escrevi sobre a contratação do Celso Roth para treinador do Vasco e, tá bom, não é bem o que nós queríamos. Tem torcedor indignado, que queria outros e até eu queria abelão, Felipão, oswaldo de Oliveira, etc. Sei que Roth não conquista títulos desde 2000 ou 2001, não sei ao certo.
Só não entendo as críticas ao retrospecto recente dele. Ele ficou em 2º com o Gremio em 2008 e liderou por um bom tempo com o Galo no ano passado e ceiu de produção e de posição nas rodadas finais. Omesmo aconteceu quando ele dirigiu o limitado elenco do Vasco em 2007. Nesses últimos 3 anos ele manteve um bom desempenho e não se falou em rebaixamento nesses clubes nesses anos. Quem é mais pé frio, ele ou os treinadores que caíram para a série B nesses mesmos anos?
A meu ver, como o próprio Celso Roth disse, esses clubes tinham bons times mas não tinham bons elencos, o que é fundamental para uma competição longa como o brasileirão. Se o clube chega entre os 7 primeiros em determinado ano é muito mais inteligente manter o trabalho do treinador e reforçar o ELENCO e não somente o time titular. Não tenho, por mais que queira, convicção de que seremos campeões neste ano mas uma vaguinha na Libertadores é MUITO difícil, porém não é impossível. Tem gente muito ruim disputando o mesmo campeonato e acredito que os bons times vão ser desmontados logo depois da copa do mundo. Com o Roth creio que teremos uma defesa tão compacta quanto a do Dorival, o que trás segurança para o time.
Termino com uma indagação: por quê atualmente no Vasco ninguém quer aproveitar os meninos do time de juniores? Não quer queimá-los? Deveriam ter sido lançados contra os pequenos no campeonato carioca, oras... e se tremer não serve para o Vasco. Se o time ficer arrumadinho, não se tem mais desculpa. Vamos esperar...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ai, ai, ai...


O Vasco acaba de anunciar o nome do novo treinador: Celso Roth. Já tivemos experiências anteriores com ele. Com Roth, os clubes começam o brasileirão arrebentando, mas quando chega o segundo turno é um Deus nos acuda!
Que o competente Rodrigo Caetano não deixe a peteca cair e arrume um jeito de motivar o futebol profissional para que isso não aconteça.
O excelente Bruno Mazzeo escreveu no Twitter que não há nada tão ruim que não possa piorar, mas sabe quando não adianta reclamar? Vou torcer pra que dê certo.
Se pelo menos o time tiver um padrão tático e beliscar uma vaga na libertadores (difícil...) já sairemos no lucro neste ano.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Abolição


Sem me aprofundar muito no assunto, poruqe tudo o que se precisava dizer foi dito por gente melhor do que eu. Abolição da escravatura, e que clube representa isso melhor no Brasil? O Vasco da Gama, é claro! Não dá pra negar, sem o Vasco o futebol seria chato, sendo praticado somente por rapazes brancos, "bem nascidos", ricos, flamenguistas, tricolores, botafoguenses e preconceituosos.
O "problema" foi um clube da zona norte, suburbano, com negros e mulatos, com torcida composta por gente pobre também, por portugueses, por brasileiros, por nós. O que mais dizer? Até hoje pagamos o preço por não sermos "maria-vai-com-as-outras", por desafinarmos no coro dos contentes (valeu, Humberto Gessinger!).
O melhor mesmo é lermos a letra da música "Camisas Negras":

Camisas Negras (Luta contra o racismo)
Vasco da Gama

Eu vou torcer
Aqui eu ergui meu templo para vencer
Eu já lutei por negros e operários
Te enfrentei, venci, fiz São Januário
Camisas Negras que guardo na memória
Glória, lutas, vitórias esta é minha história

Que honra ser
saiba eu sou vascaíno, muito prazer
Jamais terás a Cruz, este é meu batismo
Eu tive que lutar contra o teu racismo
Veja como é grande meu sentimento
E por amor ergui este monumento


Um abraço!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Que meio de campo é esse?


Eu sei que esse blog é sobre o Vascão, mas a convocação da seleção é um assunto do qual fica difícil fugir. Antes de mais nada, eu admiro a personalidade do Dunga e a sua capacidade de não se curvar ante a imprensa "que sabe de tudo".
Como podemos gostar dessa relação de meio campistas? Eis: Gilberto Silva, Josué, Felipe Melo, Ramires, Elano, Kaká, Julio Baptista e Kleberson. Nada contra o Ramirez, que eu aprovo o torcia pela sua convocação mas pensemos, se o Kaká não estiver bem ou se contundir no final da primeira fase, quem vai ser o armador? O Kleberson? O Elano? O Julio Baptista? São excelentes jogadores, quero eles no Vasco, porém não são o "camisa dez" clássico, o armador. Podemos pssar sufoco se o Kaká for bem marcado. E aí, quem vai desafogar o meio campo?
Não sou anti-dunga, gosto do fato de ele não se dobrar à imprensa (bateu de frente com a "flapress", virou meu amigo!), entendo sua coerência, todos reclamamos em 2006 das farras de alguns daquele grupo que estavam fora de forma e desinteressados. Agora ele moralizou algumas coisas e esse grupo, se não for brilhante(e não será), ao menos lutará e terá algum compromisso. Afinal, se a "família Scolari" ganhou, a "família Dunga"também pode ganhar. Dunga não protege jogador mimado e eu gosto disso, ele enfrenta a pressão da imprensa. Pôxa, Edmundo era bandido e Adriano é coitadinho?
Essa não é a convocação dos meus sonhos, mas falar daqui é fácil, quero ver ter toda a responsabilidade pela seleção. Dunga sabe quem está comprometido(espero!) e não quer arriscar com promessas. Ganso e Neymar são craques, poderiam arrebentar na copa (PODERIAM), mas eles arrebentaram em 2010, muito em cima da hora, e jogaram demais contra times pequenos de São Paulo, ganharam dos gambás, ganharam dos bambis, perderam para o Palmeiras, levaram sufoco do Santo André, perderam uma e ganharam outra do Galo. O Santos não é um time arrebatador e eles ainda não enfrentaram uma marcação européia ou Argentina. Memso assim eu até os levaria, o Ganso já faz diferença e o Neymar só precisa parar com o cai-cai, e melhor com eles do que com Josué e Kleberson, não é mesmo?

Curtas:

Notícias desastrosas no "Lance!" sobre a parceria Vasco-Habib's, mas eu ainda confio no colunista do site Supervasco, Marcio Santos. Vale a pena ler sua coluna de 08/05: http://www.supervasco.com/colunas/a-caravela-vascaina-e-o-horizonte-futuro-de-mares-tranquilos-1770.html

Zé Roberto? Espero queimar minha língua...

Márcio Careca foi pro Guarani. Era melhor mandar o Elder Granja...

Vasco global: gostei da idéia, mas o nome "global" me lembra algo não muito bom.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mais uma vez lutamos muito!


O Vasco, lutou. É inegável a entrega dos atletas a partida de ontem contra o Vitória. A torcida aplaudiu o time, mesmo com a eliminação.
Agora uma pergunta fica: Por que a equipe vascaína não mostrou essa garra e essa sede de gols desde o primeiro jogo em Salvador? Nós somente vamos conquistar a copa do Brasil quando todos, desde a diretoria, passando pelos jogadores, até o torcedor mais novinho, entendermos que a disputa é feita em 2 JOGOS!! Ou, se preferirem, um jogo de 180 minutos. É preciso uma postura de decisão. Não dá pra vacilar e tomar gol bobo.
Não gostei da atuação do Elder Granja. Claro, no primeiro jogo. Perdemos a vaga lá, na Bahia. E até o Paulinho, deslocado de posição, mostrou mais sangue que ele.
Não posso deixar de falar. Mais um erro grave de arbitragem.E contra quem? O vasco, é claro! Já está virando rotina...
Podem me atacar: eu gostei da zaga. Dedé foi bem junto com o Thiago Martineli. O que não dá e o time não ter jogadas de ultrapassagem dos laterais. Em uma das poucas, gol do Ramon.
O brasileirão vem aí. O que será? O Vasco do primeiro jogo ou o Vasco do segundo?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não gostei!!

Algumas considerações sobre a partida do Vasco contra o Vitória:

O time jogou muito mal, mesmo. Até houve vontade, mas o futebol foi fraquinho, fraquinho.

Só eu achei o gramado do barradão uma coisa lastimável? Pior que muito campo de pelada que eu já vi...

Dizem que o Ramon não sabe cruzar. Nessa partida, ele acertou mais cruzamentos que todos os outros laterais do Vasco nos últimos meses.

Carlos Alberto parece estar jogando no sacrifício. Não seria melhor ele parar ate se curar totalmente? O problema é achar alguém que jogue com a mesma vontade que ele...

O Caíque arrebentou nos treinos? Parece que o Robinho fez muito mais nesse treinos. Ô insistência!!

Estou preocupado com a forma de trabalhar do Gaúcho. Ele não ousa, tira um atacante, bota outro. Faz a mesma operação de novo. Aos 42 do 2º tempo, tira o Léo Gago e bota o Magno. Dá tempo pra que? Também achei a defesa insegura, vacilante. E ainda não entendo como um time que joga com três volantes deixa um buraco no meio campo pro outro time jogar. Eles recuam muito e o círculo central fica todo para o adversário. Mesmo que não dê pra dominar o meio de campo, ao menos não era pro adversário jogar.

Dá pra reverter o resultado. O Vitória não é um time imbatível ou uma máquina. O Vasco é que não jogou absolutamente NADA!! Se o Vasco jogar como Vasco, dá pra se classificar. Porque eu sei? PORQUE SOU VASCO!!

PS:Não pretendo estar dando a última palavra sobre a partida, tem gente boa que escreve um milhão de vezes melhor do que eu, mas não podia deixar de opinar sobre o que me chamou a atenção.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Finalmente!!

Hoje eu li no site "Supevasco", que o técnico Gaúcho relacionou para o grupo que foi para Salvador o zagueiro Genílson e o meia Caíque. Quanto ao Caíque, é bom dar uma oportunidade a um atleta que não teve oportunidades em jogos oficiais desde que chegou a São Januário e tem arrebentado nos treinos. Que ele entre e detone o Vitória!
Na verdade o que chamou a atenção foi a presença, no grupo, do zagueiro Genílson. Não, não sei se ele é craque, se joga bem, se vai dar certo ou não. O que estou comemorando é o retorno do bom hábito de se utilizar atletas do time de juniores. É uma tradição vascaína, das melhores, na qual houve muito mais acertos do que erros, históricamente. Creio que nem esses últimos anos destruíram essa tradição.
Desejo uma boa atuação ao jovem Genílson, para que haja a continuidade da saudável rotina do Vasco revelar valores. E que outros o sigam: Max, Lipe, Matheus, entre outros.
Vamos esperar e torcer...

domingo, 25 de abril de 2010

PORQUE SOU VASCO

Felizmente sou vascaíno, tenho orgulho de dizer. Pensava que era por causa do meu pai, vascaíno alagoano, um dos muitos arrebanhados pelo fabuloso expresso da vitória, e estava satisfeito. Todos os meus irmãos são vascaínos. Um belo dia, ainda pré-adolescente, uma pergunta me incomodava: por que sou vascaíno? Nos anos 80 havia, como hoje, uma máquina de propaganda a serviço da farsa da gávea que massacrava a todos que torcessem por outros clubes (como podemos observar nesse quesito, nada mudou).
Não existia a internet como ela é hoje e informação era obtida, pra quem tinha pouco ou nenhum dinheiro (euuuuu!) nas bancas de jornal. Comprei algumas revistas (entre elas: “placar – as maiores torcidas do Brasil”), que relatava a história do Vasco e mostrava alguns dos maiores jogadores que já vestiram sua camisa. Inclusive havia uma foto de uma jovem revelação: Bismarck.
Aprendi sobre as lutas de um clube que nunca teve regalias ou benesses ilícitas. Um clube que tinha apoio apenas de seus associados e sua imensa torcida bem feliz. Um clube que era pioneiro em tudo que um clube poderia fazer no Brasil. Um clube realmente do povo e para o povo.
Na época eu não sabia expressar o quanto eu estava feliz. Eu sabia o porquê de ser vascaíno! Ao contrário de torcedores de outros clubes, eu não estava baseado em imposições da mídia, em algum ídolo, em títulos, até. Ídolos e títulos são importantes, mas o que nos identifica é a história do clube, no nosso caso, uma história de luta contra o racismo, contra o preconceito, contra o ódio. Quem pode ser mais imponente ao usar a camisa do clube de coração do que nós?
Eu sempre digo a todos: se um dia, no ensino fundamental existir a matéria “história do futebol carioca”, somente os insanos não passarão a torcer pelo Vasco no Brasil inteiro. Por isso eu não sou pró-facções, nem pró-pessoas. Eu sou Vasco! E você?